30 de abril de 2017

Um desabafo

Não vou acrescentar mais do que escrevi aqui. Sofro de um síndrome de blogger que ainda tem um longo caminho a percorrer. Sempre assim tem sido e continuará a ser. Mas a partir de hoje não vou gastar uma palavra que seja com esses tais anónimos. Até porque o anónimo é um espermatozoide estéril cujo portador, ignobilmente, usa preservativo na prática onanista. Não responder, ignorando-os e jogá-los à indiferença é o que mais lhes dói. E aí, a melhor opção, é fazer-lhes a vontade e deixá-los regurgitar, pois sabemos que de seguida vão manjar do próprio vómito. 

Por isso, sigo em frente, mandando-os foder, se é que eles sabem o que isso é.

29 de abril de 2017

Blogosfera

Por falta de tempo, nestes últimos dias não tenho postado nada, mas andei por aí, pela blogolândia a descobrir novos blogues e a apreciar melhor alguns que já conhecia. Cheguei à conclusão que pela blogosfera, andam muitas pessoas estranhas. Desde gajos mal resolvidos que se embasbacam por uma qualquer blogueira, que respondem a comentários com a mania que são frontais e que têm razão em tudo o que dizem, até gajos esquizofrénicos, completamente descompensados, que inventam umas coisas giras coisas para parecerem muito inteligentes.

A blogosfera pode ser doentia. Ou então é frequentada por gente muito estranha.

Bem, vou é ver se a baronesa já está pronta para irmos lanchar que já se faz tarde.

21 de abril de 2017

Oh vida triste...

Um gajo aqui mortinho por dar duas valentes e nem a namorada nem a jeitosa me podem acudir. Uma está fora do país, em negócios, a outra está com o marido. Ai as mulheres, não sabem definir prioridades em condições...

15 de abril de 2017

Precipitações

Ontem, a secretária da direcção da empresa onde anteriormente trabalhei convidou-me para almoçar. Aceitei, já que ela é fantástica a escolher os restaurantes. Conversa de ocasião durante breves momentos, até que assim que nos serviram o primeiro prato ela disse sem qualquer sequência lógica: "estou a pensar em aceitar o pedido de casamento do meu namorado". 

Acabei de engolir o que tinha na boca, e esboçando um sorriso, disse-lhe que ela parecia tão atemorizada a dizer aquilo que parecia estar a falar de uma doença terminal. Não que eu ache que ela não é pessoa para se casar, até porque já foi casada durante 15 anos, mas ela sabe tão bem como eu que neste momento não quer assumir um compromisso tão sério. 

Antes de nos separarmos, cada um para a sua empresa, aproximei-me dela e perguntei-lhe ao ouvido "e depois de te casares com ele, pensas continuar a traí-lo comigo?". Olhei-a nos olhos, onde vi a confusão que vai naquela cabeça.

13 de abril de 2017

Enjoadinhas

Se há coisa que me tira do sério é ver mulheres, relativamente jovens, com uma má disposição constante. Tenho três exemplar dessa espécie aqui na empresa e desconfio que ainda se habilitam a que um dia eu lhe faça uma rasteira meramente acidental nas escadas. Será possível uma gaja aos 36 anos já estar na menopausa? Se não é, parece.

Coisas verdadeiramente importantes


Usando uma foto despudoradamente roubada à Maria (fornecedora oficial de gajas boas deste blogue), acompanhem-me nesta reflexão assertiva e descomplexada, analisando a questão de forma simples e despudorada, ou seja, dito de outra forma: deixemo-nos de merdas! 

Um homem é incapaz de não olhar para um belo cuzinho! Por belo cuzinho, entenda-se, qualquer um envolvido numa mini-saia, numa saia ou numa calça justa, daquelas que dá para perceber que tipo de cuequinha a dona está a usar! 

Neste caso, os olhos arregalam e a piroca arrebita. Mas porque babamos a olhar para dois pedaços de carne na parte e cima das pernas? Para muitos a explicação é simples: nada melhor que ver uma mulher pelas costas. Outros argumentam que a explicação para o mistério é o buraquinho ao meio: mas… também as orelhas têm buraco e eu não fico de pau feito a admirar as cartilagens!

E, termino perguntado: se o feitiço por um cuzinho de mulher é inexplicável, que dizer dessas modernices de as mulheres também gostarem de cus masculinos?

12 de abril de 2017

"Prove que não é um robot"

"Prove que não é um robot", diz o blogger, apresentando-me uma imagem.
O que seria bom é que eu não visse algumas imagens desfocadas que me mostram
Quando me dizem "prove que não é um robot!" 
Eu olho-as com olhos fatigados,
E cruzo os dedos, mas raramente acerto!

Mapa do novo bairro onde trabalho

A lituana da tasca onde compro os meus cigarros e que tem cara de bruxa má. O barbeiro alcoólico que a mulher pôs fora de casa e agora vive na barbearia. A jovem actriz que largou as artes de palco e abriu um café modernaço cheio de imóveis reciclados. A mini-saia da senhora da mercearia que me pisca o olho e sorri sempre que passo. O segurança da empresa insolvente que guarda o castelo fantasma. Os homens da agência funerária que conversam na rua enquanto fumam cigarros intermináveis. O homem do talho, musicólogo, que aproveitou a boleia do negócio de família para se salvar de uma vida de criatividade e penúria e agora corta bifes a tocar.

11 de abril de 2017

Chatices

Por mais que me esforce, não consigo perceber qual o mecanismo mental que é accionado quando guardamos alguma coisa considerada importante num sítio que nos parece bestialmente seguro, para dias depois, nunca mais nos lembrarmos dela até ao dia em que, por obra e graça de qualquer coisa, a voltamos a encontrar.

Conversas de Café

Uma senhora, que aparentava ter talvez uns 40 anos, mostrava-se exasperada e gesticulava enquanto, sentada na esplanada, discursava para o telemóvel. Quando passei, não pude deixar de ouvir a conversa: "tu, no dia em que souberes cativar uma mulher, em que aprenderes a ser um cavalheiro...!" e insistia, não fosse ele ser surdo, "siiiiiiiiiiiim...meu sacana, no dia em que souberes ser um cavalheiro. Ouviste bem?". 

Eu não quis ouvir mais a conversa, mas não consegui evitar uma gargalhada. Ca-va-lh-ei-ro. Há homens que sabem o que isso é, mas aqueles que não sabem também não acredito que venham algum dia a sabe-lo.

10 de abril de 2017

A folha branca do word

Ando às voltas com um texto que quero muito escrever. Sento-me em frente ao monitor, olho para a folha branca do word, tento organizar as ideias. Lembro-me que tenho de arrumar uns papeis, desapareço daqui por uns minutos. Volto a sentar-me na secretária, acendo um cigarro, escrevo uma frase. Apago tudo. Talvez um café me ajude, corro para a sala e regresso confiante com a chávena de café na mão. Retomo a frase inicial que já não existe, talvez consiga lembrar-me dela. Toca o telemóvel, uma amiga descobriu a pólvora sob a forma de um trabalho para a sua tese de doutoramento, mais uns minutos de esquecimento do texto que me espera. Termina a conversa e a folha branca do word cresce para mim. Roo as unhas e acendo mais um cigarro.

6 de abril de 2017

Vale a pena pensar nisto

Tenho a sopa ao lume e enquanto espero que fique no ponto, queria comentar-vos uma coisa de interesse público. Hoje, ao almoço, umas colegas disseram-me que o eterno queixódromo feminino, é precisamente o protesto da inabilidade do macho para penetrar com competência nas suas zonas lombares. Que alguns homens parecem desconhecer que, para além de vagina, clitóris e mamas, elas têm costas, omoplatas, coluna, ombros, nádegas e muitas curvas. Caminhos que raramente exploramos, por onde as nossas mãos, língua, cara, cabelo, tronco, pénis podem percorrer. E terminaram com um "Explorem-nos, perguntem-nos, ouçam-nos, conquistem-nos e percam-se, percam-se nesses caminhos e verão como pode ser simples chegar ao céu sem sair da terra."

3 de abril de 2017

Esparsas reflexões...

A propósito do ataque no metro de São Petersburgo. Eu não gosto de terrorismo! Aquilo das bombas rebentarem, provocam congestionamentos danados no trânsito e as bichas são uma chatice. E mais grave de tudo é que os estilhaços são prejudiciais para a camada do ozono!

Também não gosto dos gajos-bomba! Apesar de os compreender: no mundo onde há tanta meretriz é reconfortante acreditar que tem 72 virgens à espera. Apesar da trabalheira que a coisa deve dar! Contudo, ainda acho que isto de ser gajo-bomba é uma coisa para se fazer só de vez em quando, sem repetir muitas vezes.

Mas, o que mais confusão são os atentados perpetrados por gajas-bomba: elas operam por fundamentalismo ou lesbianismo?

2 de abril de 2017

No café

Sentei-me ao lado dela no banco do café. No balcão, uma folha onde escrevia furiosamente.

2ª feira
Pão € 1,80
Legumes € 2,80
...

3ª feira
Pilhas relógio da Maria € 2,90
Passe da Inês € 35
...

Encolhi-me pornograficamente na minha abundância. Sim, não ando de autocarro. Sim, compro roupas de marca todos os meses. Sim, não tenho que fazer contas. Mas tenho vergonha de não contribuir para uma sociedade mais justa.

Conversas de Café

- Então já sabe mais alguma coisa do seu trabalho?
- Não, ainda nada! Há dias disseram que tenho que ir de férias e só depois é que me dizem se continuo a trabalhar lá ou não. Eu tenho trabalhado fins-de- semanas e feriados, sem receber, por isso, na esperança que eles percebam que eu tenho muito interesse em continuar lá, mas não sei... As minhas filhas já se queixam que quase nunca me vêm.

As empresas lucram, os/as trabalhadores/as e as famílias perdem.

1 de abril de 2017

Aeroporto

Num aeroporto circulam milhares de pessoas. Passam-se tantas coisas… Encontros, desencontros,  e partidas forçadas, mas há muito esperadas. É o fenómeno da globalização. O aeroporto é um lugar estranho, uma espécie de Internet não digital, o lugar onde se cruzam as múltiplas línguas e culturas. 

A entrevista

- Olha, apresento-te a Luísa, advogada, o Jorge, engenheiro e esta é a Paula, secretária de direcção. Desculpe, é?
- Muito prazer. Sou a Helena! Desempregada com D grande.

(Sorrisos amarelos)

Num país,  que se diz focalizado no trabalho, estar empregado é ser uma ave rara!

31 de março de 2017

Este não é um blogue de engate

Sendo um incontestável admirador dos blogues indecentes, eróticos e afins, leitor assíduo e comentador incorrigível, desde há cerca de doze anos e concordando com muito do que se escreve nesses espaços multi-orgásmicos, polvilhados de muitos poemas e quecas a preto e branco, sinto-me, porém na obrigação moral, diria mesmo…acometido de um dever cívico de declarar que o meu blogue não é um blogue de engate.

Íntimo

Quero sexo intenso, puro, duro e suado. Daquele que nos corta a respiração. Nos faz sentir mais nada a não ser prazer. Quero cheirar-te, lamber-te, mordiscar a tua pele esticada, arrepiada, húmida; quero puxar os teus cabelos ensopados, agarrar os teus peitos, beijar os teus mamilos duros, acariciar o teu sexo encharcado, a exigir mais e mais de mim. 

Quero que me provoques, que me seduzas, que me abraces, que me beijes, que me chames teu, quero que digas que sou lindo, deslumbrante, quente e gostoso. Que te excito como nunca outro homem o fez, como se fossemos o último casal na Terra e o Mundo acabasse amanhã. Isso, por si só, já me dá um tesão descomunal!

Quero foder-te por cima, por baixo, de lado, pela frente, por trás, quero fazer-te vir, uma, duas, três, quatro, cinco mil vezes, e eu contigo, olhos nos olhos, em síncope compassado, sincronizado, perfeitamente alinhado. 

Achas que é pedir muito?

29 de março de 2017

Com o calor...

... quem tem mão nelas? Agora é que não há gajo que as aguente vestidas!

Ontem à tarde, em menos de 10 minutos (entre o café e o meu gabinete) quase que tinha 3 acidentes, devido a uma série de pernas e decotes que se pavoneavam no passeio a olhar-me nos olhos!

Isto é uma vergonha!